Olha -me Toda a Tristeza

Ana Rita Vaz Cruz
Se não fosse esse nosso
Imenso e difícil amor
Não fosse esse abismo entre nós
Eu te convidava a dançar
O meu ultimo bolero.
Texto de Antônio Bivar
Menos pela cicatriz deixada,
uma feridantiga mede-se mais exatamente pela dor que provocou,
e para sempre perdeu-se no momento em que cessou de doer,
embora lateje louca nos dias de chuva.
Um rapaz que eu amo
Aquilo que ele não me diz porque não sabe
Vai me dizendo com o seu corpo
Que dança pra mim
Ele me adora e eu vejo através de seus olhos
O menino que aperta o gatilho do coração
Sem saber o nome do que pratica
Ele me adora e eu gratifico
Só com olhos que eu vejo
Corto todas as cebolas da casa
Arrasto os móveis, incenso
Ele tem um medo de dizer que me ama
E me aperta a mão
E me chama de amiga.
Texto de Luiz Carlos Lacerda
Extraído do Disco Drama 3°Ato - 1973
Extraído do Disco Drama 3°Ato - 1973
Além das palavras, tem uma harmonia plástica esse seu blog que me conquistou.
ResponderExcluirÉ lindo! Parabéns e um beijo!
Me postou hoje eim?
ResponderExcluirIsso podia ter sido escrito pela minha alma que tá toda congelada hoje!
e como dói!
bjos querida
Adorei simplesmente!
Curioso o url do teu blog. Gostei muito. :D
ResponderExcluirGostei também das citações, principalmente a primeira e que pelo modelo, me lembra um haikai.
;*
aqui falo das minhas dores, e dor de amor tem ser poesia...
ResponderExcluirA dor, nossa companheira Lia... beijo!
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