vidas no varal
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© Jill Flusemann/PPSOP/Corbis |
Imagem que me enche os olhos:
Roupas no varal.
Ao sol, na chuva, ao vento, banhadas, secas
Balançam-se
Dançam-se
Renovam-se
Cores
Água.
Tempo.
Maria Terra
Sábado era dia de encontro marcado com seu cesto de roupa suja…várias cores com as quais se pintou durante a semana. Era o dia que deixava as fantasias de lado, entra as que deviam permanecer sem nódoas e claras, delicadas do dia a dia, que precisavam ou não de amaciaste. De peça em peça, ela revolvia cheiros de preguiça, cansaço, de suor, de ontem, de sexo…
do Blog CaFoFO online@
Balançam roupas coloridas.
Tão bonitas.
Ao sol...
Fico olhando.
Pensando.
Um dia alguém me falou.
Não quero muito da vida.
Quero um varal repleto de roupas.
Femininas. Masculinas.
Sonia Delsin
Um grande arame de roupas
Um belo varal colorido
Tal como gente - tão loucas!
Balançando num fio comprido
A minha camisa amarela
Presa num fio sem fim
É como um amor sem entrega
É mesmo metade de mim
( a saia de mamãe provocante
roçando a calça de papai
é uma brincadeira picante
que um vento morno faz... )
Rangel Castilho
Rangel Castilho
deus seja louvado
entre as coisas lavadas
Paulo Leminski
Era um tempo tumultuado, nossas vidas se encontraram um pouco antes para ele, um pouco depois para mim, e até que conseguíssemos sintoniza-las muito de tudo aconteceu.
A paciência de quem ama é elástica e eu soube esperar. Enquanto isso ele andava entre as pernas de muitas, eram muitos nomes, novas cidades, algumas repetidas. E eu aqui, velando seu sono, fazendo seu almoço.
Mas era no cuidado das suas roupas que mais sentia que ele era meu. Cada peça que lavava tinha uma história, a camiseta azul que compramos juntos, a vermelha que foi a primeira, as cuecas que tinham que ser de um modelo só ( e eu pensava: como alguém pode achar que tem um homem se outra lava as suas cuecas?).
E assim nessa vida outrora renegada por mim, que mais lembrava o samba de Mário Lago, Amélia a mulher de verdade, descobri a magia dos varais, eles revelam a vida. Quando você anda pelas ruas ou estradas e vê roupas estendidas, sente a vida que se passa dentro daquelas paredes.
E era isso que eu sentia quando olhava as roupas dele e as minhas juntas, balançando ao vento, se tocando, com os nossos formatos delineados, ao sol, ao sereno, amanhecendo sempre...
post inspirado no Blog CaFoFo on line@
Oi minha querida,
ResponderExcluirTalvez nem se lembra mais de mim. rsss Ando sumida, mas não esquecida de vc que como sempre, encantando com belos posts.
Saudades.
Beijos
Com certeza...
ResponderExcluirpreencher o coração é mais dificil e também a mais encantadora.
=**
Adorei o post e mais ainda a imagem do varal. Eu amo varal. Não sei se sabe, mas eu amo. rs
ResponderExcluirGosto da ilusão dos ventos junto as peças das roupas com suas cores de ontem, hoje e amanhã. Os movimentos que se permitem, as lembranças, as distâncias. Não sei. Tudo é dentro e fora ao mesmo tempo...
Ps. Estou contando os minutos. lalalalalala
Oi Maggie, gostei demais dessas analogias sobre varais, pensando bem eu nunca tinha pensado nisso rsss mais uma que aprendi, legal!
ResponderExcluirbeijos pra ti!
Maggie!
ResponderExcluirIncrível como você arrasa com suas palavras!
Escreveu bem demais sobre o amor e os varais...menina...estou pasma com tão lindas palavras que acabei de ler!
Meus parabéns!
beijos com meu carinho e feliz por sua felicidade!
Bia
lindo demais!!
ResponderExcluirMaria
Oie lindona
ResponderExcluirQue lindo isso, tô que nem Isa, nunca tinha pensado dessa forma sobre roupas no varal, rsss, mas tá aí gostei, eu até tinha mania de olhar o conjunto, "casa, jardim, roupas na corda, bicicletas encostadas, brinquedos ..." e imaginar que vidas eram aquelas e qual seriam suas histórias, suas alegrias e amor. adoreiii
Beijos querida uma ótima tarde pra vc.
Carinho no seu coração.
Maggie!
ResponderExcluirAdorei o seu blog! Vou voltar com mais calma pra ler tu-do!!
Também quero agradecer a sua visita. Volte mais vezes!
Beijos
Gostei muito! quando a gente ama até as roupas passam a ser poesia...
ResponderExcluirLinda!
Roupas no varal têm uma beleza bucólica, sempre achei isso. E gostei demais do que tu disse sobre cuidar das roupas "dele", coisas gostosas da intimidade, né?
ResponderExcluirBeijo grande.
tudo é uma questão do jeito de "olhar"...
ResponderExcluirlindo demais o post!
bjo!
Zil
Roupas no varal, lembrei de u mtexto de Viviane Mosé sobre como lavar roupa suja, roupas no varal tem mesmo um quÊ de poesia.toda mulher por mais feminista que seja tem um quê de Amélia.
ResponderExcluirBeijossss
Maggie,como ficou lindo o seu texto!Nas roupas penduradas no varal toda uma história de vida!Muito lindo!Bjs,
ResponderExcluireu adoro esses seus prelúdios
ResponderExcluirQuerida..me desculpe..tenho andado numa fase difícil..sem tempo o trabalho me arrasando forte..cheio de stressss.nossa só faltam 2 dias ..arrfff.super beijo..mas passo sempre aqui...sempre ..te adoro...bj.
ResponderExcluirSaudades daqui... de tuas belas palavras... e do jeito que elas se encontram =)
ResponderExcluirBeijos
A vida escrita nos varais entre as roupas sujas, todas lavadas.
ResponderExcluirFilosófico!!
Beijos e boa noite!!
Adorei o texto da Cris, cafofo online. Muito de mim nesse texto.
ResponderExcluirVidas no varal também é lindo.
Maggie,
ResponderExcluirAmo isto aqui. Parabéns sempre.
Amo roupas nos varais. Sempre me faz imaginar a vida das pessoas donas daquelas roupas e a vida das pessoas que moram na casa com as roupas dependuradas em público. Seu varal me lembrou Itália, Portugal e Luanda.
Girassóis nos seus dias
Beijos
você me fez lembrar uns versinhos que escrevi já há bastante tempo, uma imagem que nunca saiu de mim:
ResponderExcluirno varal
o vento veste as nossas roupas
e dança a tarde toda
Geraldo de Barros
Um abraço e parabéns pelo espaço!
Tudo é uma questão de sensibilidade no olhar...E é linda a que vem de você, refletida delicadamente em seus versos...Beijos Maggie, obrigada pelo carinho no Solidão de Alma.
ResponderExcluirO vento enche as roupas com poesia! abraços
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