"E quem vende outro sonho feliz de cidade aprende depressa a chamar-te de realidade"
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avenida paulista - 1891 |
Avenida Paulista
Todos os estilos ancoraram no cais mole
do asfalto fidalgo...
Dentro daquele parque
fuma goiano um califa enriquecido
com uma fábrica de alpargatas da rua 25 de Março.
O sr. Conde está bebendo Chianti
servido por um criado de libré.
Até as colunas de mármore são de cimento armado.
E domingo, em Roles Royce ou em Ford
passaremos em revista
na parada do corso
todos os candidatos à consagração da Avenida.
Menotti del Picchia
Eu morri ontem à noite. Dei-me conta disso quando, de repente, me vi andando pela avenida Paulista, debaixo de uma garoa fina, andando por andar, sem rumo certo, sem lugar para ir. Percebi, então, que eu tinha morrido. Foi de repente, uma espécie de punhal no coração. Um punhal reluzente, de afiada ponta, dessas certeiras, traiçoeiras, que fazem todos os sonhos desaparecer para sempre. Foi de repente e só me dei conta quando, na avenida Paulista, andava a esmo à procura de mim, do que restou de mim. O que foi feito de mim ? Perguntei-me algumas vezes. O que foi feito de mim ? Não me soube responder. Mas sentia em mim o tamanho do ferimento e o tamanho da noite por viver.
Álvaro Alves de Faria
A Avenida Paulista pela noite. Uma loira senta na escada e espera o lotação. No meio de uma aparente melancolia, passa um cão e ela solta um sorriso. A poucos metros dela um músico solitário toca o saxofone, a doce melodia de seu jazz se mistura com o som caótico dos carros. Dessa síntese nasce uma paisagem sonora única. Entre o barulho do urbano ainda há espaço para a beleza.
Bartolomeu Parreira Nascimento
Olho para o alto e vejo uma mistura de estilos arquitetônicos, me perco em suas calçadas por entre pessoas que passam apressadas. Todas as vezes que passo pelo velho casarão fechado imagino quantas vidas habitaram aquele palacete. Sinto a pulsação da cidade e me perco em sua escala.
São tantas tribos , tantos tipos, existe uma democracia em seus personagens tão comum em avenidas cosmopolitas.
Respiramos arte, e fumaça ao mesmo tempo mas é sempre encantadora com tantas atrações.
Foi lá num dia de chuva, que encharcados, nos beijamos em baixo de uma marquise...
"...Da força da grana que ergue e destrói coisas belas, Da feia fumaça que sobe apagando as estrelas, Que eu vejo surgir seus poetas de campos e espaços..." é realmente encantador... vou me planejar e rever tudo isso...
ResponderExcluirBjs!
eu preciso conhecer...super beijo querida..te adoro.
ResponderExcluiré uns dos lugares q mais gosto de ir =)
ResponderExcluirPerceber a beleza das cidades é algo mágico!
ResponderExcluirOi Maggie!
ResponderExcluirIsto sim é que é viver poesia, até onde outros vêem caos. Lindo todo o conjunto de textos para descrever tão viva avenida.
Beijinhos!
aiai... que saudades de sao paulo... logo logo to chegando...
ResponderExcluirbeijo
Um desvario eterno.
ResponderExcluir=*
Que texto lindo! *_*
ResponderExcluirVocê é muito talentosa! Obrigada pelo carinho!
Volte sempre, beijos
Olá Maggie, que tudo permaneça bem contigo!
ResponderExcluirPostagem em homenagem a bela Avenida Paulista feita com deveras talento e sensibilidade, muito bom os textos postados, e expressam deveras teu enorme talento. Parabéns pela postagem e por compartilhar com os amigos. Também agradeço por tuas sempre tão gentis visitas e generosos comentários, e deixo meu desejo que você e todos ao teu redor tenham um viver tão intenso quanto feliz, abraços e até mais!
Linda homenagem Maggie, fechou bem bonito confessando o beijo e o começo.
ResponderExcluirNão sou paulista mas adoro essa música.
ResponderExcluirOi,Maggie!Ainda não conheço sampa,mas quero muito conhecer, acho que como uma boa menina do interior ovu ficar deslumbrada com toda a magia e loucura de uma cidade como sampa.
ResponderExcluirBeijossss
Amo de paixão minha Av. Paulista. Estou lá todos os dias. Trabalho na Alameda Santos e passo um bom tempo vendo o trânsito lá do alto. Assisto de camarote todas as manifestações que lá acontecem. Adoro!!! Lindo seu texto.
ResponderExcluirBeijooO*
Preciso urgentemente respirar a fumaça daí. Saudade até disso.
ResponderExcluirGirassóis nos seus dias. Beijos.
Nunca estive em São Paulo, mas vou lá já em janeiro. E "Sampa" foi uma das músicas que fizeram de mim uma apaixonada por MPB...
ResponderExcluirOie lindona
ResponderExcluirLinda a sua São Paulo.
Lindona, boa viagem, se cuida aí, meu carinho.
Um ótimo fim de semana.
São Paulo terra de arranha céu...
ResponderExcluirNão me pertence, mas é um lugar que eu adoro estar...
Abraços Imundos.
lindo esse amor declarado a São Paulo.
ResponderExcluirUm beijo Maggie
Essa semana eu vi uma reportagem da Av. Paulista, e lembrei de mais do teu post.
ResponderExcluirBeeijo menina"
Olá,td bem?
ResponderExcluirViagei agora entre suas palavras... Saudades de tantas coisas...
Bjs!
adoro são paulo...principalmente a magestosa avenida paulista...
ResponderExcluirlindo post...
bjo..
Zil
O cenário perfeito pra ser selado com um beijo.
ResponderExcluirAbraços querida!
Lindo, lindo, sublime!
ResponderExcluirPaulista, garoa e um amor...
adorei mesmo!
Nossa sou apaixonada por São Paulo, coisa linda sta foto de 1891, da Av Paulista =)
ResponderExcluiradoreiiiiiiiii
bjos
Adorei. Posso levar comigo para a edição de janeiro da revista? Diga que sim...
ResponderExcluirbacio
Adorei, posso levar comigo lá para a segunda edição da revista? Diga que sim, não seja malvada...
ResponderExcluirbacio
Nunca fui a São Paulo, mas deve ser lindo.
ResponderExcluirSeguindo flor.
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Conheçe e segue: Pensamento sem fim