Doidas e Santas
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Martha Medeiros |
Pode invadir ou chegar com delicadeza, mas não tão devagar que me faça dormir. Não grite comigo, tenho o péssimo hábito de revidar. Acordo pela manhã com ótimo humor mas ... permita que eu escove os dentes primeiro. Toque muito em mim, principalmente nos cabelos e minta sobre minha nocauteante beleza.
Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário. O poeta Carlos Drummond de Andrade também é de outro tempo e é para sempre. É ele quem encerra esta crônica, dando-nos uma ordem para a vida: “Cumpra sua obrigação de namorar, sob pena de viver apenas na aparência. De ser o seu cadáver itinerante".
E ter o amor rejeitado, nem se fala, é fratura exposta, definhamos em público, encolhemos a alma, quase desejamos uma violência qualquer vinda da rua para esquecermos dessa violência vinda do tempo gasto e vivido, esse assalto em que nos roubaram tudo, o amor e o que vem com ele, confiança e estabilidade. Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido, músicas idiotas nos fazem chorar dentro do carro.
Sou pães, queijos e vinhos, os três alimentos que eu levaria para uma ilha deserta, mas não sou ilha deserta: sou metrópole.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.
Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.
Sou bala azedinha. Sou coca-cola. Sou salada caprese. Sou camarão à baiana. Sou filé com fritas. Sou morango com sorvete de creme. Sou linguado com molho de limão. Sou cachorro-quente só com mostarda e queijo ralado. Do churrasco, sou o pão com alho.
Sou livros. Discos. Dicionários. Sou guias de viagem. Revistas. Sou mapas. Sou Internet. Já fui muito tevê, hoje só um pouco GNT. Rádio. Rock. Lounge. Cinema. Cinema. Cinema. Teatro.
…Se não era amor, era da mesma família. Pois sobrou o que sobra dos corações abandonados. A carência. A saudade. A mágoa. Um quase desespero, uma espécie de avião em queda que a gente sabe que vai se estabilizar, só não se sabe se vai ser antes ou depois de se chocar contra o solo. Eu bati a 200 km por hora e estou voltando á pé pra casa, avariada.
Martha Medeiros - falamos demais, gesticulamos demais, queremos demais, amamos demais. Somos ainda bastante superlativas.
inspirada numa certa Borboleta, resolvi postar no mês dedicado as Mulheres, aquelas que sempre me falam.
Martha em toda sua profundidade.
ResponderExcluirUm texto muito intenso por certo.
Um beijo minha querida.
Com carinho.
Fernanda
Se não era amor, era da mesma família :)
ResponderExcluirOlá Lady!!!
ResponderExcluirObrigada pela visita!
Lady tu viu o programa? Eu gostei demais do debate proporcionado, e achei tão interessante que fiz o vídeo(acredito que isso é notório). E sim, este é o nosso problema, querer sempre mais, não estarmos plenamente satisfeitas com absolutamente nada, sempre algo precisa melhorar e/ou mudar.
Sobre o seu post:
Super interessante a análise, é o namoro por mais antigo que seja, sempre provoca as mesmas reações, e sempre nos vemos obrigadas a agradar o outro com a nossa beleza física, e quando não nos sentimos seguras disso, ficamos inseguras com a relação. Mas é como eu já disse, Amor, sentimento que provoca a maior alegria em alguém, e ao mesmo tempo a sua maior tristeza.
Sempre em algum momento iremos nos entregar as emoções das palavras, a intensidade dos sentimentos, e ao calor que isso provoca em nós, somos ao mesmo tempo masoquistas e sadomasoquistas, quando o assunto é amor e amar.
Abraços e volte sempre!!! =)
Deve ser da mesma família mesmo... porque o estrago é igual!
ResponderExcluirBeijos na alma.. no coração..
=)
Se não era amor, era da mesma família. EU gosto desse amor falado sem culpas ou preconceitos. Gosto do amor que não faz sofrer e permite viver apenas enquanto se sente e sendo assim é para sempre. rs
ResponderExcluirNem preciso dizer que Martha Medeiros figura na minha lista "necessária"? rs
bacio
Belissima a intensidade do texto,,,penso que de tudo,,,sempre estará a carencia...grande beijo de bom dia pra ti.
ResponderExcluirseu blog é bem legal!!!! retribuindo a visita e querendo voltar mais vezes.. beijoos e se cuida!!!!!
ResponderExcluirBom dia!
ResponderExcluirO texto de Martha Medeiros é sempre um gosto e prazer para as leitoras. Texto rico e com citações maravilhosas! Adorei. Obrigada!
Beijos com carinho e ótimo dia.
Sou suspeita para falar da Martha adoro tudo o que ela escreve e me identifico muito ocm os textos dela.
ResponderExcluirUm ótimo dia!
Beijosss
Toque principalmente nos meus cabelos...ai,ai, ai.
ResponderExcluirretribuindo a visita....adorei seu blog e jah estou segiindo.
ResponderExcluirmuito bom seu post, perfeito!
bjãO!
"…Se não era amor, era da mesma família. "
ResponderExcluirADOREI!
Cinthya
http://odivaadellas.blogspot.com
Namoro é como o disco “Sgt. Peppers”, dos Beatles: parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário.
ResponderExcluirhahahah, e é mesmo! uma total bagunça!
Um beijo
Oh, que delicia ler Martha, né?
ResponderExcluirQueria ter todos os livros dela.
Obrigada por me ofertar com esse texto.
Beijos
Esse é maravilhoso!!
ResponderExcluirbeijos ;)
Retribuindo o carinho da visita que
ResponderExcluirvocê me fez amiga.
Bj.
O amor é e sempre será atual!
ResponderExcluirSão tantas voltas que damos e acabamos por chegar no mesmo lugar...
O amor.
Beijo no seu coração.
Oiiiii
ResponderExcluirNão quero um amor romântico. Quero um amor que tire de mim o fôlego e faça meus pés sairem do chão!
Beijinhos
Eu ainda acho que era amor. Não haveria de ser outra coisa.
ResponderExcluirAbraço meu.
A todos pode acontecer um "acidente"... Devemos saber lidar com isso e ultrapassar com serenidade a situação.
ResponderExcluirBeijos,
AL
"parece antigo e, no entanto, não há nada mais novo e revolucionário."
ResponderExcluir"Sem o amor, nada resta, a crença se desfaz, o romantismo perde o sentido."
O amor é a base de tudo! É o que se tem, é o que
se falta!
Bjaum flor.*.*.
Sendo bem verdadeira: Nunca li mais do que meras citações de Martha Medeiros. A Sil que, gosta muito dela e, sempre utiliza alguma citação em suas postagens. Ela tem influenciado para que eu saiba quem é a Martha. Vê-la aqui, só me faz ter certeza de que essa é a hora.
ResponderExcluirBjin,
K.
Adorei os textos!!
ResponderExcluirBeijos
Se não é amor... não tenho dúvidas que seja!
ResponderExcluirBjs!
Tudo de bom esse post!!!!
ResponderExcluirAmei!!!!!!
meu carinho!
Zil
"Não era amor, era melhor."
ResponderExcluirAdoooooro demais! Sempre um prazer e uma aula ler a Martha!
Beijo, querida!
…Se não era amor, era da mesma família...
ResponderExcluirAmei...
Beijos
Ani
Sabe que eu descobri martha faz pouco tempo? Ainda estou me acustumando com a escrita dela..mas adoro..bjs ..xiii...não estou acustumado a ser o ultimo aqui..rs..eta letrinha grande..rste adoro
ResponderExcluirAmor rejeitado = fratura exposta.
ResponderExcluirBela alegoria.
Queridona, mandou super bem na escolha do conteúdo. Marta é sempre mt bom.
ResponderExcluirNamorar, então!
Bjocas
confesso que eu não gostava dela no começo..
ResponderExcluirera um preconceito bobo mesmo.
hj vejo que ela escreve mto sobre oq a gente pensa, né? ;)
Ameeeei o post
ResponderExcluirNão conhecia a marta, mas adorei *-*
Grande beijo!
os textos da Martha Medeiros são simplesmente excelentes! Parabéns pela escolha!! Beijos
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